Estudante e Empreendedor

“Organizações formadas por jovens potencializam os anos de faculdade ao propiciar oportunidades de atuar de forma dinâmica no mercado de trabalho

George Carvalho (georgec@jc.com.br)

Ampliar visão de mundo, trabalhar em equipe, estabelecer uma rede de contatos, se envolver com projetos que vão além da grade curricular de qualquer curso: empreender. Organizações sem fins lucrativos formadas por jovens universitários podem potencializar os anos de faculdade ao propiciar aprendizado e desenvolver a capacidade empreendedora dos alunos. Um trabalho árduo e sem remuneração, mas que vale a pena e deve ser encarado como investimento a longo prazo – pelo menos é o que dizem os gestores dessas empresas.


NETWORK Como presidente de organização, Flávio vai viajar para congresso de empresas
juniores em Milão.

“É uma experiência agregadora. Você ganha maturidade e vivência que vai além da sala de aula. Eu vejo várias pessoas que entram na faculdade e ficam se dedicando somente às disciplinas como se fosse uma extensão do colégio”, diferencia Flávio Vasconcelos, 21 anos. Além de cursar duas faculdades (ciência da informação e administração), ele é presidente do Centro Integrado de Tecnologia da Informação (Citi), empresa júnior com 15 anos de atuação, ligada ao Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Desenvolvendo softwares e programas de tecnologia, o Citi oferece produtos mais baratos ao mesmo tempo em que possibilita aos estudantes colocar em prática o que aprendem durante o curso. “Vivencio o empreendedorismo na prática e meu network fica muito mais rico”, ressalta Flávio, que viaja em julho para Milão, na Itália, para um congresso mundial de empresas juniores. Na pauta, cases de sucesso e palestras sobre empreendedorismo e gestão, temas que também estiveram na agenda de um evento que David Santos, 23 anos, estudante de engenharia civil, participou no início de maio, em São Paulo, como presidente do escritório recifense da Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Sociais (Aiesec).

MOTIVAÇÃO Ozaildo Ferraz acredita que experiência será diferencial no mercado

A organização, que abrange outras áreas do conhecimento, existe em mais de cem países e não está diretamente ligada a nenhuma instituição de ensino. Para fazer parte dela, no entanto, é preciso ser universitário ou estar há menos de dois anos formado. “É uma rede interligada formada por jovens do mundo inteiro, discutindo temas globais como sustentabilidade, liderança e responsabilidade social e corporativa, trabalhando com estratégias de gerenciamento e pensamento analítico”, define, empolgado, o futuro engenheiro.

Para David, muitos problemas mundiais poderiam ser minimizados se as pessoas não “seguissem o modelo” e procurassem fazer algo diferente. “Empreendedorismo é isso: dentro de um status quo, ter uma ideia que possa gerar uma pequena revolução e causar algum impacto dentro do seu setor”, resume. “E a própria essência da Aiesec já é algo empreendedor”, destaca David. Firmando parcerias com empresas privadas e organizações do terceiro setor, a organização mundial promove intercâmbios profissionais, possibilitando a jovens do mundo inteiro vivenciar o trabalho e a cultura de um local diferente daquele de origem.

“Isso faz com que você abra a cabeça, imerso numa outra realidade. Tendo acesso a discussões e colocando em prática essas ideias, fica muito mais fácil empreender”, conclui o presidente da Aiesec Recife.

DEDICAÇÃO

Ozaildo Ferraz, 19 anos, presidente da Fcap Jr., empresa de consultoria formada por estudantes de administração da Universidade de Pernambuco, confessa que, em algumas situações, o curso acaba ficando em segundo plano. “Acabamos nos desenvolvendo mais ao nos dedicarmos à organização. Mas é importante estudar, para não prejudicar nossa imagem nem a da empresa”, observa. Para Ferraz, o fato de acreditar que a atividade vai ser um diferencial motiva a doação dos jovens. “Ao contrário de outros estágios, quando lidamos apenas com o operacional, aqui desenvolvemos poder de decisão, visão estratégica e planejamento”, deduz Ozaildo.”

Fonte: JC Online

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Construa (e mantenha) seu networking – Membro do CITi no Diário de Pernambuco.

“Uma boa rede de contatos é cada vez mais importante para quem quer se destacar na busca por uma vaga no mercado
tiagocisneiros.pe@dabr.com.br


O estudante de ciências da computação Thalles Montenegro acredita que o networking pode fazer diferença no seu futuro . Foto :Fellipe Castro/Esp. Aqui PE/D.A Press

Thalles Montenegro tem 20 anos e é estudante de ciências da computação da Universidade Federal de Pernambuco. Desde cedo, ele se esforça para criar e manter uma rede de contatos profissionais. “O networking faz a diferença no futuro. Através da empresa júnior da UFPE, conheci muita gente – inclusive de outros estados – e troquei experiências. Mais para a frente, essas pessoas e conhecimentos podem me ajudar em um emprego, pesquisa ou negócio próprio”, diz.

Apesar da pouca idade, Thalles está certíssimo. Pelo menos, na ótica dos especialistas na área de recursos humanos. Para eles, uma boa rede de contatos é cada vez mais importante para quem quer se destacar em um mercado caracterizado pelo encontro de campos de atuação bem distintos e por profissionais que passam pouco tempo em cada empresa.

Para criar seu networking, o primeiro passo é aproveitar os encontros com outros profissionais (mesmo que sejam de outras áreas) para trocar e-mails, telefones e experiências. Nesses momentos, um cartãozinho de visita costuma ser bastante útil. A dica é da coordenadora do curso de gestão em recursos humanos da Faculdade Marista, Ana Regina Ribeiro, para quem a rede de contatos pode ser decisiva na busca por oportunidades e conhecimentos.

Se você for arriscar uma aproximação, vá com calma. Quem vai direto ao ponto pode ficar com a imagem de alguém que só quer se “aproveitar” dos novos colegas. Por isso, tente começar a conversa com assuntos amenos, como a expectativa para a Copa do Mundo ou qualquer outra coisa que seja de alcance geral. “As pessoas devem agir naturalmente, falar sobre o que está acontecendo. Aos poucos, depois de ‘quebrar o gelo’, podem chegar aos assuntos profissionais”, diz a professora.

Para o networking dar certo, você também vai precisar investir na manutenção das relações. Segundo Ana Regina Ribeiro, isso pode ser feito através de telefonemas, e-mails (sem spams, correntes e afins) e conversas em eventuais reencontros. Outra opção é participar de associações profissionais, que costumam promover reuniões e debates sobre o mercado de trabalho.

Nos últimos anos, as redes de relacionamento on-line, como o Orkut, o Yahoo! Groups e o LinkedIn, ganharam espaço entre os contatos profissionais.”

Fonte: diariodepernambuco.com.br

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Chamada de Desenvolvedor – Projeto SIG@

O CITi está realizando a seleção de Desenvolvedores para a elaboração do Projeto SIG@.

Pré-requisitos técnicos:

  • JSF (Java Server Faces)
  • Java
  • JDBC
  • Oracle

Auxílio financeiro:

  • R$ 7,00/h

Descrição:

  • O projeto visa a inclusão de funcionalidades de consulta e edição de grupos e projetos de pesquisa através do SIGA.

Os interessados devem enviar currículo para o e-mail rh@citi.org.br com o título: “Chamada para Desenvolvedor CITI – Projeto SIGA” até o dia 25/05/10.

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Oportunidade para Desenvolvedor

O CITi faz seleção para Desenvolvedor do Projeto TF Química.

Pré-requisitos técnicos:

  • C#
  • Integração de aplicativos com Office (Word e Excel)

Estimativa de duração:

  • 148 horas.

Envie seu curriculo para o e-mail rh@citi.org.br com o título: “Chamada para Desenvolvedor CITi – Projeto TF Química” até o dia 27/05/10

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Oportunidade Para Web Designer

O CITi está realizando a seleção de um Web Designer para a elaboração do site do Núcleo GP.

Pré-requisitos técnicos:
  • Photoshop;
  • Illustrator ou Corel;
  • Flash (diferencial).

Estimativa de Duração:

  • 30 horas.

Os interessados devem enviar o currículo para o e-mail rh@citi.org.br com o título: “Chamada para Desenvolvedor CITI – Projeto Núcleo GP” até o dia 25/05/10.


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Empresa júnior pode ser uma solução para pequenos empreendimentos

A empresa júnior, consultoria formada por universitários, é uma opção para pequenas empresas que querem se organizar e crescer.

A empresa júnior, consultoria formada por universitários, é uma opção para pequenas empresas que querem se organizar e crescer. A grande vantagem para os empresários é o preço acessível. E, além disso, eles contam com a visão inovadora dos estudantes.
Camila Velzi e Lara Shin estão no último ano da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. As duas estudantes são consultoras da empresa júnior da ESPM e ajudam os empresários a lucrar mais. Elas montam estratégias de negócios na área de marketing.

“Nós conhecemos melhor a empresa, pegamos os problemas dela, fazemos um estudo exploratório dela e a partir disso nós conhecemos o mercado em que ela esta inserida e a gente consegue analisar onde que ela pode melhorar”, explica Lara Shin.

Além de treinar estudantes para o mercado de trabalho, a empresa júnior é uma oportunidade para pequenos empresários. Os alunos são orientados por professores da faculdade e o preço da consultoria júnior é menor do que o de mercado.

“A empresa júnior se transforma em uma alternativa muito atraente para que ele contrate esse serviço, contrate essa consultoria e consiga realmente vencer esses obstáculos, esses desafios cotidianos, esses problemas que ele enfrenta no seu dia a dia”, diz Vinicius Cararro, da Confederação Brasileira de Empresas Juniores.

O dono de um spa, Gustavo Albanesi, contratou a consultoria da empresa júnior da ESPM. O empresário precisava de informações sobre concorrência do mercado.

“Conhecer como esse mercado atua em relação ao cliente, em termos de exposição dos aspectos físicos, de infraestrutura, os tipos de serviços oferecidos, o tipo de atendimento que é fornecido pra cada cliente que vai ao spa e os preços que acontecem e são praticados nesse mercado também”, afirma o empresário.

Para fazer o relatório, as duas estudantes visitaram 36 spas. Pesquisaram detalhes do mercado, como preço, serviço e decoração. “Nós fomos como clientes ocultos, então, nós visitávamos como clientes, nós perguntávamos todas as informações que a gente podia coletar, quantos clientes mais ou menos vinham, quais eram os serviços que eles mais vendiam, qual era o tipo de profissional que eles utilizavam, como eram as macas”, lembra Camila Velzi.

O trabalho resultou em um relatório de quase 300 páginas e a consultoria da empresa júnior concluiu que o spa de Gustavo Albanesi precisava criar novidades para crescer. E foi o que fez o empresário. Ele redecorou a fachada e lançou massagens terapêuticas promocionais, por R$ 89.

“Se você tem um preço mais acessível, o cliente tem a oportunidade de vir ao seu espaço, conhecer os seus serviços e estabelecimento e consequentemente virar um cliente fiel após esse conhecimento prévio que ele teve do lugar”, sabe Gustavo.
Com a consultoria, o empresário reestruturou a empresa. Mais clientes vieram e o faturamento aumentou. Agora, a meta é abrir franquia e crescer.

“O investimento todo que a gente fez nesse trabalho valeu bastante a pena. Foi um trabalho de primeira linha e todas as informações que gente obteve, a gente usou naquela época e continuou analisando constantemente, porque elas são válidas aí por um período bastante longo”, conta Gustavo.

E o empresário Fernando Rodrigues, dono de uma locadora de vans, ônibus e carros executivos, também contratou a consultoria de uma empresa júnior. Sem dinheiro, ele pagou um quarto do preço de mercado e apostou nos estudantes.

“Eu senti muita segurança na apresentação do que eles podiam fazer pela gente e não tive esse medo, não. Eu acho que o entusiasmo e a vontade de fazer bem feito podiam superar muitas empresas do ramo por aí que não teriam a mesma vontade deles de fazer um trabalho com a gente”, explica o empresário.

A consultoria júnior da ESPM custou R$ 7.500. O objetivo era melhorar o atendimento e fidelizar os clientes. Os estudantes pesquisaram o mercado, conversaram com os funcionários e até foram além.

“A gente não avisa, contrata como se fosse um cliente normal e aí a gente avalia. Pode avaliar bem as fraquezas da empresa no dia a dia, as fraquezas como elas se apresentam para os clientes deles”, diz André Gonçalves, consultor.

A consultoria levou nove semanas para ficar pronta e o relatório apresentou algumas surpresas. Primeira constatação da consultoria: crescer rápido demais pode ser um problema. A empresa tinha tantos pedidos que contratava motoristas e veículos de outras locadoras só para não perder cliente. Mas, nesse caso, o atendimento nem sempre era o mesmo e comprometia a imagem da empresa.

Veículo sujo, motorista sem uniforme e serviço fora de padrão não seguram clientes. A busca desesperada por mais mercado era um tiro no pé da empresa.

“O cliente que estava contratando não sabia dessa terceirização, achava que fosse um funcionário normal da empresa e isso acabava comprometendo a imagem que eles tanto primavam, desde o primeiro contato. Tudo acabava sendo prejudicado por causa desse contato final do motorista”, observa André.

A resposta do empresário Fernando foi imediata. Ele cortou metade dos fornecedores. “A gente fez uma seleção daqueles que a gente sentiu que têm comprometimento, sentiu que a gente é um cliente importante para eles e que nosso cliente é importante para eles também”, diz Fernando.

Os consultores fizeram um projeto prático, que ensina o que fazer e como fazer. Para o empresário Fernando, é a grande chance de melhorar o negócio sem ter que investir muito: “A gente se sente em uma empresa mais consolidada, porque a gente sabe se comunicar. Já sabe aonde quer chegar e tem as ferramentas que”.

Reportagem retirada do site Pequenas Empresas Grandes Negócios – http://tv.pegn.globo.com/Jornalismo/PEGN/0,,MUL1591010-17958,00-EMPRESA+JUNIOR+PODE+SER+UMA+SOLUCAO+PARA+PEQUENOS+EMPREENDIMENTOS.html

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Steve Jobs explica razões para não usar Flash em iPhone e iPad

Fonte: G1

Em carta aberta publicada no site da Apple nesta quinta-feira (29), Steve Jobs listou algumas das razões para não utilizar o Adobe Flash em aparelhos como o iPad ou iPhone.

O documento, intitulado “Toughts on Flash” (“Pensamentos sobre o Flash”) começa reconhecendo a “longa relação” entre as companhias. “Nós conhecemos os fundadores da Adobe quando eles ainda estavam em sua garagem. A Apple foi seu primeiro grande cliente, adotando sua linguagem Postcript em nossas então novas impressoras Laserwriter. A Apple investiu na Adobe e possuiu cerca de 20% da companhia por muitos anos”, escreveu Jobs.

Ele diz ainda que atualmente as companhias ainda trabalham juntas para servir seus clientes com interesses comuns – usuários de Mac compram cerca de metade dos produtos do Adobe Creative Suite, segundo Jobs.

Em seguida, vêm as críticas. O primeiro ponto listado é o fato de os produtos Adobe Flash serem 100% proprietários. “Nós realmente acreditamos que todos os padrões pertencentes à web deveriam ser abertos. Em vez de usar Flash, a Apple adotou o HTML5, CSS e JavaScript – todos padrões abertos”, afirmou Jobs.

Outro ponto destacado pelo líder da Apple é a segurança: “Recentemente, a Symantec destacou o Flash por possuir um dos piores recordes de segurança em 2009. Nós também sabemos em que o Flash é a razão número um para crash nos Macs”.

Jobs diz ainda que o Flash foi desenvolvido para computadores que usam mouse, não para telas sensíveis ao toque. “A maioria dos sites Flash precisará ser reescrita para suportar aparelhos baseados em tecnologia touch. Se os desenvolvedores precisam reescrever seus sites Flash, por que não usar tecnologias modernas como HTML5, CSS e JavaScript?”, questionou.

Ao final da carta, ele afirma que a era móvel é para aparelhos que consomem menos energia, interfaces de toque e padrões abertos de internet, “áreas em que o Flash é pequeno”. “A avalanche de aplicativos para aparelhos móveis da Apple demonstra que o Flash não é mais necessário para assistir a vídeos ou consumir qualquer tipo de conteúdo para web. Novos padrões abertos criados na era móvel, como o HTML5, irão triunfar em aparelhos móveis (e PCs também)”, resumiu Jobs.

Shantanu Narayen responde críticas

Em entrevista ao jornal “The Wall Street Journal”, o CEO da Adobe, Shantanu Narayen, respondeu as críticas feitas por Jobs. Ele riu da ideia de o Flash ser considerado fechado. “Flash é uma especificação aberta”, disse.

Em resposta à “razão mais importante” de Jobs, o desejo da Apple de não ter nenhum intermediário entre seus desenvolvedores e o iPhone, iPod Touch e iPad, Narayan apontou para 100 aplicativos já criados em Flash e aprovados para a App Store. No entanto, não comentou o ponto de Jobs, de que embora seja mais fácil para desenvolvedores, ele criaria uma barreira no sentido da implementação de integração entre plataformas.

Para Narayen, a carta aberta de Jobs foi apenas uma “cortina de fumaça”. As restrições da Apple não teriam “nada a ver com tecnologia”.

Artigo completo: www.apple.com

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